Quem?

Carol Delgado

Curiosa de natureza e antropóloga de formação. Escrevo, ando de skate, coleciono tênis, arrisco uns rabiscos, faço zine, descabelo, compartilho inspirações, tiro fotos, acredito no amor e assino meus B.Os. Nasci no samba, no samba me criei. O hip hop vira e mexe salva minha vida. Cheia de cores, trilhas sonoras e coragem estabanada. Garanto sorrisos sinceros ou seu dinheiro de volta. Também dou meus pitacos por aqui:

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Nascida e criada numa casinha cheia de amor na zona norte carioca. Era do lado A nos tempos dos bailes de galera. Da família do jiu jitsu da praia do Arpoador: Galo, Praça Hilda, Formiga e Salgueiro. Apaixonei pro Racionais Mc´s quando ouvi “Homem na Estrada”, e desde então eles me guiam no tempo bom e nas tempestades.

Daí veio o Zoeira, na Lapa. E eu conheci as melhores irmãs do mundo, a melhor galera do rap do mundo e hoje em dia estamos todos aí, na maior atividade. Em 1997 eu entrei na faculdade de Ciência Sociais, conheci a antropologia e o AfroReggae. E no Cantagalo e em Vigário Geral eu fui tão fundo quanto Boas ou Malinowski, pode acreditar, isso não é uma heresia. A vida como ela é, com todo amor e toda dor que ela traz junto. E a lição que ficou: a vida não é possível sem empatia, rapaz.

Desde então funciona assim: onde quer que vá, o que quer que eu faça, pra onde quer que eu olhe, a lente que eu uso é (muito) multifocal: tem meus pais, tem minha fé, tem Racionais, tem antropologia e tem Vigário Geral. E a partir de então eu fui sem freio: AfroReggae, CUFA, Rede Asta, uma força nos projetos dos amigos. Vigário, Galo, CDD, Alemão. Tô em casa.

Quando eu fui fazer o mestrado, minha super master linda musa ninja orientadora Mirian Goldeneberg me sugeriu uma abordagem estética da criação de identidade a partir de todos os insights vindos do movimento hip hop, principalmente do prêmio Hutus, o evento mais importante da história da minha vida, diga-se de passagem. E aí rolou mais um pulo do gato: encontrei-me com a moda e com a mágica produção de conteúdo. E lá fui eu desbravar mais um mundo novo.

Entre incontáveis freelas, tive uma experiência linda e impagável na FARM e hoje sou PR da Melissa. O que posso dizer é que, oito anos depois ainda sofro crises existenciais absurdas e suspeito que a adrenalina é que me mantém nessa roda. No auge da crise dos 30 me inscrevi num curso da Perestroika. E te digo: todo mundo deveria ter a chance de fazer pelo menos um curso deles na vida. Obrigada universo por essa inspiração tão providencial.

Foi lá que a ideia do Say It Loud nasceu e começou a florescer. E o reencontro com a fotografia abriu a janelinha que faltava. Nesse caos de referências, amores, experiências, desconstruções e reconstruções o que nunca se apaga é a vontade de colaborar para um mundo muito mais cheio de amor, respeito, cores e tolerância.

Vem pro meu mundo!